quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Blame the... não faço ideia mas alguém tem de ser culpado!

Blogs são aqueles sítios estranhos onde as pessoas partilham aquelas experiências que em situações normais ficariam ocultas para toda a eternidade.
Tudo isto começa com uma dificuldade que tenho em algumas situações em que sou "obrigado" a interagir socialmente com outras pessoas.
Se estivermos a falar do dia-à-dia não há qualquer problema, sou estudante universitário, cruzo-me e interajo com várias dezenas de pessoas e não é usual sentir ansiedade ou qualquer outro tipo de emoção menos usual, sou uma pessoa normal, o problema é quando se tratam de situações pouco habituais.
Estando no segundo ano e tendo decidido ser um daqueles estudantes típicos é normal ir trajado nas primeiras semanas de aulas, faz parte daquela tradição de "integrar" os caloiros e bla... bla... bla... o costume.
Aquilo que não sabia é que o meu corpo acha que o ato de trajar é fora do normal, não apenas por ser pouco usual, mas por criar novos contextos sociais. Depois de algum stress para conseguir tirar 80% dos pêlos da minha gata branco neoblanc, da quantidade interminável de tecido preto do traje, lá me vesti e fui para a universidade, o tempo todo que passei a dobrar a capa e a minimizar e de volta dos pêlos brancos fez-me chegar atrasado, o que para começar não foi muito positivo.
Já na sala de aula o desconforto foi incrível, foi mesmo a sensação de estar numa pele que não era a minha, o calor também não ajudou, meterem uma pessoa que anda 97% do ano de t-shirt, com uma camisa, um colete e um casaco num dia de calor não é boa ideia.
Final da história: Ida a casa no primeiro intervalo, tirar o traje e voltar com um look mais casual e descontraído.
Ainda tive direito a um comentário preocupado de uma professora, provavelmente já a imaginar estar a ficar com Alzheimer: "- Você não estava trajado ainda à pouco?"
A culpa disto tudo não sei de quem é, mas é claro que não é minha, estou tentado em dizer que é dos pêlos brancos da minha gata... e neste preciso momento ela olhou para mim com um ar reprovador! Scarry!


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Erro de medição...

Aqui está algo muito importante que começamos a desenvolver desde tenra idade.
Ainda estamos nós dentro da barriga da nossa mãe quando começamos esta tarefa de perceber o conceito de distância, no inicio tentamos apenas perceber onde acabamos e o que é aquilo em que podemos tocar.
Já depois de nascer começamos a perceber que há coisas às quais conseguimos chegar, bastando para isso esticar o braço, e outras que mesmo todos esticadinhos continuam fora do nosso alcance.
Chegados à idade adulta dominamos a realidade do perto e do longe de forma intuitiva, com algum treino até conseguimos dizer a medida quase exata a que um objeto de encontra de nós e tudo.
Pois foi esta capacidade que hoje perdi durante os breves segundos, teria sido completamente irrelevante se estivesse aqui sentado na cama como estou agora mas não estava, ia eu a meter o carro na garagem e o espaço do portão encolheu, esta é a minha explicação dos acontecimentos e não há ninguém que me faça mudar de opinião!
Resultado: um puxador duma porta, um friso e a pintura de um guarda lama. Isto das paredes mudarem de lugar é uma coisa mesmo muito perigosa, e o culpado só pode ser o Harry Potter!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Blame the fly

Quase toda a gente já ouviu dizer aqui ou ali que é mais seguro andar de avião que de carro, mas será mesmo?

Sem dúvida, nos Estados Unidos (normalmente estes dados vêm sempre do outro lado do Atlântico), probabilisticamente falando, existe uma morte por cada 123 milhões de kms nas viagens de carro, se tivermos em conta também as probabilidades, precisamos de voar durante uns impressionantes 5000 milhões de kms para termos um acidente.

Outra ideia que temos é que se por acaso tivermos dentro de um avião durante um acidente vamos morrer, já esta não podia estar mais errada, na verdade, segundo a FAA se tivermos em conta o período entre 1983 e 2000, 95.7% das pessoas envolvidas em acidentes de aviação sobreviveram!

Esta impressionante taxa de sobrevivência deve-se a um esforço tremendo na indústria da aeronáutica em diminuir o número de acidentes, recorrendo a técnicas de redundância dos sistemas e partindo do princípio que o erro humano é provável e por isso deve ser evitado a todo o custo pelo avião.

Ainda assim uma mosca (ou meia dúzia delas) foi o suficiente para fazer cair um moderno Boeing 757-225 em fevereiro de 1996, um problema num pitot tube (instrumento que serve para medir a velocidade do ar nos aviões, é assim tipo o conta-kilómetros) provocado por acumulação de insectos foi o suficiente para provocar um problema que custou a vida a 189 pessoas.

No relatório do acidente a causa do acidente foi nada mais nada menos que a mosca (diziam que podia ter sido evitado se os pilotos tivessem um treino adquado e bla bla bla, mas isso não interessa nada, a culpada foi a mosca e pronto).

Por isso já sabem se algum dia estiverem dentro de um avião e ele decidir cair, culpem a mosca, é provável que tenha sido ela a proporcionar-vos uma viagem um bocadinho mais radical que o esperado!