Sermos nós mesmos, parece simples mas será que é?
Para as outras pessoas não sei, mas para mim não tem sido.
O primeiro passo para conseguirmos ser mais coerentes com a nossa verdadeira essência é sabermos aquilo que realmente somos, esta análise tem que ser honesta, para mim é fácil confundir aquilo que sou e aquilo que gostava de ser e uma coisa não é de todo sinónimo da outra.
Comecei por escrever nesta frase que temos de aceitar os nossos defeitos e as nossas qualidades, mas a verdade é que não é bem isso, aquilo que temos de aceitar são as nossas características, aquilo que para algumas pessoas e em algumas circunstâncias pode parecer um defeito, noutro contexto e para outras pessoas pode ser uma boa qualidade.
Tentarmos fazer-nos passar por aquilo que não somos é sinónimo de desastre, ninguém consegue passar a vida toda a fingir, e mais parte ou mais cedo a verdade vai acabar por nos morder no rabo.
Nesta minha procura de ser uma pessoas mais fiel a mim mesmo decidi começar a escrever outra vez neste blog, mas de uma forma mais honesta, vou escrever para mim, para me compreender melhor.
Uma das dificuldades que tenho muitas vezes é responder a comentários, às vezes não sei o que dizer e passo vários minutos a tentar arranjar as palavras certas para colocar na caixinha, adoro receber comentários, sabem mesmo bem, mas não levem a mal se não responder a todos.
Não é que não os tenha lido ou que não lhes tenha dado importância, apenas não quero sentir a obrigatoriedade de ter que responder a todos, mesmo quando não sei muito bem o que dizer.
É frequente a escrever trocar algumas palavras, dar erros de gramática, e escrever frases com pouco sentido o meu objectivo com este espaço não é candidatar-me a um emprego ou mostrar a qualidade do meu português, por isso se às vezes as coisas não saírem tão bem como deviam peço desculpa, mas aqui escrevo como penso, como sinto, e isso às vezes é confuso e difícil de perceber.
Tinha saudades de escrever aqui, e se tinha saudades de escrever porque é que não escrevi?
São estas coisas que às vezes não dão muito bem para perceber, o que importa é que cá estou outra vez.