sábado, 8 de setembro de 2012

Meaning of life...


Houve uma altura da minha vida, quando entrei para a universidade que de volta e meia andava meio macambúzio e triste, na altura dizia que a razão para isso acontecer era sentir-me inútil para a sociedade. Desde então já passaram alguns anos e já lá vai mesmo muito tempo desde que me senti dessa maneira pela última vez.
Depois de todo o tempo que passou tenho grandes dúvidas se o problema era a minha inutilidade social, provavelmente essa era apenas a minha explicação racional para aquele sentimento estranho e desajustado da realidade.
Nessa altura a minha vida era fantástica, não que não o seja agora, mas era diferente ainda vivia na ilusão que tudo era possível, era como viver num conto de fadas do qual era o herói. Se alguém olhasse de fora para a minha vida, naquela altura, veria algo normal, um dia-a-dia comum para alguém que frequentava um curso superior mas que não ia muitas vezes à universidade. Na altura aquilo que realmente queria não era estudar, achava o curso aborrecido e inútil e o meu grande desejo era VIVER, queria meter a minha vida em fast-forward, passar à fase seguinte, era como estar a ler um daqueles livros que nos deixam de tal forma entusiasmados que queremos devorar as páginas para descobrirmos o que vai acontecer a seguir.
Uma das minhas explicações para aquele sentimento desagradável era a forma como lidava com o sentimento de culpa por não viver a minha vida segundo as expectativas da sociedade. Para mim aquilo que dava sentido à minha vida era claro, no entanto não fui capaz de me blindar daquilo que a sociedade de uma forma lata e as pessoas que me rodeavam de uma forma mais restrita acreditavam que deveria ser a minha forma de viver a vida.
Dizer que devemos viver a nossa própria vida, sem ligarmos ao que os outros dizem é fácil, agora conseguir realmente fazê-lo é algo completamente diferente. Tentamos corresponder a expectativas e deixamos as nossas inseguranças alimentarem-se no péssimo e nas dúvidas levantadas pelos outros.
Eu se pudesse voltar atrás com o conhecimento que tenho hoje faria várias coisas de forma diferente, não quer dizer que viva preso em ressentimentos a pensar o que é que a minha vida poderia ter sido, mas reconheço que cometi alguns erros e caso tivesse a oportunidade não hesitaria em tentar corrigi-los.
Passei a minha vida à procura do sentido para ela, utilizava o meu presente e o meu passado para definir aquilo que podia esperar para o futuro e tomava as minhas decisões de forma a aumentar as possibilidades de futuros positivos.
Agora percebo o quão errada era a minha abordagem, em vez de procurar o sentido para a minha vida, aquilo que deveria ter feito era ter criado o sentido para a minha vida e aqui está a chave da felicidade.
É fácil cairmos na armadilha que para ser felizes, para que as nossas vidas tenham sentido, é preciso satisfazermos um conjunto de critérios mas na verdade existem tantas formas de dar sentido à vida como seres existem neste planeta. Percebermos isto ajuda-nos não só a viver melhor, mas também as respeitarmos e a compreendermos as opções de vida das outras pessoas.
O sentido da vida de alguém pode estar em criar arte, aumentar o conhecimento, ter uma carreira profissional fantástica, ter a coragem de desafiar o medo, explorar os recantos mais recônditos da terra, descobrir mundos narrados em livros, ajudar os outros, ser-se o melhor num determinado desporto… a lista é interminável, a parte importante é que nenhuma forma de dar sentido à vida é melhor que a outra, apenas temos de escolher a nossa, é claro que existem algumas mais nobres que outras (tentem não dar sentido à vossa vida destruindo o sentido da vida de outros, por exemplo).
O melhor é mesmo escolhermos qual o sentido que queremos para a nossa vida, em vez de andarmos a ver atrás das esquinas se ele anda por lá escondido.
Podemos escolher o que nos apetecer. Ao criarmos o sentido da nossa vida, estamos a aproximarmo-nos perigosamente da felicidade e se não tivermos cuidado, vamos mesmo acabar por ser felizes!
Em vez de procurarmos o sentido para a nossa vida, vamos mas é criá-lo!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Appreciating life...

Uma boa metáfora para a forma como lidamos com a nossa vida é a forma como nos relacionamos com a comida!
Enquanto vivermos e formos saudáveis comer é algo que nos vai acontecer, podemos decidir não comer mas se tal acontecer por e simplesmente morremos.
Com a vida passa-se o mesmo, até à nossa morte sejam quais forem as nossas escolhas iremos viver (a isto chama-se uma conclusão inteligente, se não morremos estamos vivos).
A maior parte de nós passa um dia a seguir ao outro a comer como forma de sobrevivência, depois existem algumas pessoas que tomam a decisão de comer por prazer, estas são frequentemente rotuladas de doentes, a nossa ligação à comida para ser saudável, segundo a nossa sociedade tem que ser apenas superficial, afinal de contas o objectivo da comida é apenas proporcionar os nutrientes e hidratação necessários para nos manter vivos. A visão que a nossa sociedade tem da vida é semelhante, desde que o nosso contributo na sociedade não seja negativo o resto não tem grande importância. Tipo, és miserável no teu emprego mas pagas impostos e não vais ser um peso para a sociedade, fantástico estás no caminho certo.
Se decidirmos saborear tudo aquilo que comemos provocamos uma alteração drástica de comportamento, os alimentos que compramos, a forma como os cozinhamos, onde os comemos e até com quem ou onde passam a ser importantes, uma simples experiência fisiológica é elevada ao estatutos de prazer, comer passa a ser relevante por razões completamente diferentes das fisiológicas, passamos a evitar aquela comida mais indiferente para procurarmos coisas novas, estimulantes, novos sabores, novas texturas.
E o que acontece se usarmos a mesma abordagem com a vida? Se calhar também temos de parar de fazer algumas coisas que não nos sabem tão bem, temos de procurar vida mais saborosa e temos de de conscientemente saborear melhor a vida que temos. Tal como não conseguimos comer só coisas boas também não conseguimos viver apenas coisas fantásticas, às vezes o inesperado acontece e algo que pensávamos ser doce afinal é amargo (e podemos até descobrir que afinal o amargo também pode ser muito saboroso). Tal como a simples decisão de sentir prazer no simples ato de comer nos faz apreciar a comida de uma forma inteiramente diferente, fazer o mesmo com a vida, é capaz de também a transformar em algo tão mais apetitoso.
Não é preciso termos caviar ou lagosta para podermos cozinhar pratos fantásticos, quando bem cozinhada uma simples sopa de legumes pode ser espetacular e cada vez me parece mais que a vida e a comida são muito semelhantes!
Podemos nunca chegar a chefs de restaurantes de 5 estrelas, mas sem dúvida que com esforço e prática conseguimos preparar comida muito mais saborosa, caso contrário resta-nos comer aquilo que nos derem.

sábado, 1 de setembro de 2012

Is a little more simple than that...

Esta não é uma sensação frequente mas hoje sinto-me assim, hoje acho que a viver é mesmo simples!
Deve ajudar o facto de estar a ouvir música absolutamente fantástica, não estar a interagir com nenhum ser humano incompatível comigo, e as melgas que me tem usado como alimento terem tirado o dia para fazer jejum (pelo menos assim parece).
Tenho a sensação que o nosso problema enquanto sociedade moderna é termos poucos problemas daqueles problemáticos. 
Existem algumas teorias que afirmam, ser mais provável um ser humano sofrer de alergias, quando criado em ambiente estéril, do que outro que cresce rodeado de parasitas, bactérias e vírus. Segundo estas teorias quando a nossa maquinaria de defesa está aborrecida sem nada para fazer, inventa trabalho, passado a reagir a substâncias que em situações normais seriam inócuas.
Será que o mesmo também não se passa com o nosso cérebro? Antigamente a vida era muito menos stressante,  ao contrário das 365 coisas com que vivemos preocupados no nosso dia-à-dia as pessoas só se tinham de preocupar em não morrer de fome, esventradas por um animal selvagem, ou com qualquer tipo de infecção que facilmente seria mortal.
Numa altura em que, na nossa sociedade, a maioria das pessoas tem as necessidades básicas satisfeitas, em que uma das principais causas de morte em idade fértil é chocarmos uns com os outros, vivemos mais miseráveis que nunca.
Tal como uma criança não precisa de um brinquedo específico e caro para se sentir feliz a brincar, também nós adultos conseguimos viver bastante felizes com um conjunto de recursos muito inferior àqueles pelos quais trabalhamos e ansiamos.
Uma das conclusões consensuais dos estudos que tentam avaliar a felicidade é que mais não é necessariamente melhor, segundo estes estudos o único requisito para a felicidade da nossa espécie é termos as nossas necessidades básicas satisfeitas, e uma vida minimamente confortável. Por outras palavras ter uma casa, comida na mesa e não precisar de trabalhar 20 horas por dia, 7 dias por semana. Por outras palavras ainda, as pessoas que têm um Fiat Punto não são menos felizes que aquelas que têm um BMW série 6.
Será então que faz mal sermos ambiciosos e querermos mais e melhor? Provavelmente sim, se conseguirmos procurar mais e melhor estando perfeitamente satisfeitos com aquilo que temos, sentindo gratidão pela nossa situação atual, não há problema nenhum, mas o mais comum é aquela sensação: " se eu conseguisse isto ou aquilo, aí é que eu seria feliz".
Não há duas pessoas iguais, e para parte de nós a única forma de estarmos bem, é mesmo subirmos na escada social da vida, mas não tem de ser assim para todos. A felicidade não se mede pelo degrau a que conseguirmos chegar, mas pela capacidade de estarmos felizes no degrau em que nos encontramos.

sábado, 18 de agosto de 2012

A perda da virgindade...

Não sei se a perdi mesmo, mas é tão parecido que acho que tenho mesmo de admitir que foi desta!
Sempre fugi dos jogos do facebook como o diabo foge da cruz, aquela coisa de ter um jogo que precisa da minha atenção 24 horas por dia não me seduzia nada, mas desta vez foi mais forte do que eu.
Tenho a dizer em minha defesa que fui tentado pelo tipo de jogo que é. Lembram-se do civilization, à uns aninhos valentes era o meu jogo, aquele que conseguia jogar horas a fio sem nunca me fartar, eis que me apresentaram um mmorpg de estratégia com algumas semelhanças com o civ e eu não resisti.
A parte dúbia em relação à perda da virgindade de jogos do facebook é o facto de não ser um jogo do facebook mas tem aqueles coisas de se ter que ir de meia em meia hora (quando não é menos) apanhar as moedinhas e tudo, este podia mesmo ser um jogo do facebook.
Para quem gostar de jogos de estratégia tipo civilization fica aqui o link. www.forgeofempires.com mas lembrem-se estes jogos apoderam-se da vossa vida e do vosso tempo como uma esponja, não recomendado para quem tenha uma agenda muito preenchida.
Fica aqui a foto da minha cidade.


 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ponto da situação

Eu sou mesmo desnaturado, o que vale é que acho que ninguém lê este blog regularmente e se lia definitivamente deixou de ler com o tempo que tive sem aqui escrever.
Se isto fosse um jornal a tiragem era anual, de certeza.
Blogs, na sua generalidade são uma espécie de diários, e se tivesse um diário em que estivesse sem escrever durante 3 meses quando pega-se nele outra vez iria sentir a necessidade de fazer o ponto da situação, por isso cá vai: A minha vida neste momento está óptima, uma bocadinho cheia por estar na semana fantástica de ter uma frequência atrás da outra mas tudo corre em direcção ao sítio certo.
Estou numa daquelas alturas em que ando com vontade de escrever por isso é possível (reparam como eu não estou a prometer nada) que nos próximos tempos meta aqui meia dúzia de postas de pescada.
Amanhã é feriado que irá ser passado a estudar 11 aulas de Patologia II, um dia cheio portanto em que vou arranjar uma carrada de conhecimento que me irá permitir andar a procurar sinais e sintomas de doenças em todas as pessoas que me rodeiam, tenho a certeza que às vezes até lhes dá vontade de me baterem, mas é mais forte do que eu...


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pouca escrita, menos uva!

Isto foi uma adaptação um bocado manhosa do muita parra, pouca uva!
Estou numa daquelas fazes de auto-análise e estou a chegar à conclusão que me faz falta escrever, mesmo que não seja para ninguém ler, por mais desparatado que seja, acaba por ser uma boa forma de dar mais sentido às coisas.
Já tive vários blogs e tirando uma excepção acabo por escrever durante um mês ou dois e depois abandono aquilo (para um ou dois dizer que escrevi um mês ou dois é mentir com quantos dedos tenho, dizer um post ou dois seria sem dúvida mais acertado).
A parte curiosa desta análise que tenho estado a fazer é que aquilo que escrevo acaba por dar sentido ao período em que o escrevi,  parece que os traço mnésico das memórias e das emoções dessas alturas está mais vincado!
Estou numa daquelas fazes fantásticas da minha vida, acabo de acabar mais um semestre do meu curso, o meu part-time de um par de horas corre tão bem quanto um trabalho me pode correr e dentro de 1 mês (mais coisa, menos coisa) vou fazer um curso intensivo de 15 dias à Turquia no âmbito do meu curso, a minha vida social nos últimos tempos não tem andado tão boa, no entanto.
Estou numa daquelas fazes em que ando áspero, mais irritadiço e desconfio que seja por andar a trabalhar de mais, quando trabalho muito torno-me, sem dúvida, pior pessoa.
Eu sabia o que acabei de escrever, no entanto apenas ao escrevê-lo percebi o quão verdade é, nos últimos dias não ia gostar de ter andado ao pé de mim!
Time to change something....

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pessoas que valem a pena...

Existem algumas alturas em que a minha fé nos seres humanos fica muito próxima de 0.
Eu que até sou um tipo bem disposto e que geralmente acredita nas pessoas sou muitas vezes confrontado com a triste realidade que há mesmo muita gente oportunista e egoísta que se está bem a lixar para os outros.
No entanto acho que o problema não é existirem poucas pessoas decentes, elas existem e são muitas estão é diluídas no meu da multidão e por isso são muito difíceis de encontrar.
É assim como procurar alguma coisa na Internet um bocadinho mais específica, não é que não esteja lá, no meio de todo o lixo é, é difícil de encontrar.
Quando estamos a pesquisar alguma coisa na Internet mais rara e difícil de achar, assim que a encontramos colocamos nos favoritos, para nunca mais termos dificuldade em ir ter a ela novamente, nota mental para este ano tenho que arranjar uma lista de "favoritos" para as pessoas que valem menos a pena (criar um grupo no telemóvel "pessoas 5 estrelas", tipo guia michelin)!
Sempre me intrigou por que raio no guia michelin de restaurantes as classificações só vão de 1 a 3 estrelas (radom thought)!