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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A odisseia do carregador...

De todas as pessoas que conheço sou sem dúvida a mais distraída, e se muitas vezes esta característica é um bocadinho aborrecida, há outras que é das coisas mais engraçadas que tenho na minha maneira de ser!
O meu telemóvel avariou... estão a ver quando as pessoas começam a definhar e acabam por morrer de velhice? Não tem nada a ver, basicamente sem acontecer nada de especial os botões do deixaram de funcionar um a seguir ao outro, num espaço de 3 dias tinham deixado de trabalhar 6 botões! Digamos que foi uma doença fulminante.
Para substituir o defunto até eu arranjar substituto, uma amiga emprestou-me um telemóvel que tinha em casa, agradeci e comecei a utilizar o aparelho emprestado.
Durante o primeiro par de semanas correu tudo bem até que um dia fui para carregar o telemóvel e não sabia do carregador, procurei na gaveta onde costumo meter os carregadores que não estão em uso e nada, vi na estante onde às vezes também estão os transformadores dos telemóveis e nada, secretária... nada, cozinha... nada, sala... nada, parei um bocadinho para pensar e lembrei-me que a ultima vez tinha metido o telemóvel a carga na universidade, vou lá de propósito pergunto ao segurança se alguém encontrou algum carregador e nada...
Depois de tudo isto chego à conclusão que estou perante um caso perdido, arranjo um novo (velho) telemóvel e começo a procura de um transformador para devolver o aparelho emprestado.
Uma semana mais tarde, já depois do funeral e da missa do 7º dia estou no quarto e como quero ler na cama decido ir ligar o candeeiro à tomada que está por detrás da minha mesinha de cabeceira, e sabem quem estava lá ligado? Exactamente, o meu amigo carregador do telemóvel emprestado, agora a parte gira de toda esta história é que essa é nada mais nada menos que a tomada onde carreguei sempre o cujo dito telemóvel (tirando a vez em que o carreguei na universidade)!
A minha vida é muito simples e por isso às vezes decido arranjar assim uns problemas extra para lhe dar alguma emoção.
Com esta brincadeira toda ainda me desatei a rir sozinho da minha própria estupidez!